sábado, 31 de maio de 2014

Educação Ambiental com alunos do CPM de Ilhéus.

Alunos do Colégio da Polícia Militar (CPM) nas praias do Sul e Cururupe, em Ilhéus, no dia 31 de maio de 2014, tratando sobre história, mangues e preservação ambiental. Fotos de Amado Dera.


















Fonte: Facebook de Amado Dera.

QUE NÃO FIQUE APENAS NA PROPOSTA!

A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente – SEAGRIMA apresentou ao Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMAM a proposta de atualização da Política Municipal de Meio Ambiente. Com essa proposta, que precisa passar por audiência pública e discussão na Câmara de Vereadores, a Prefeitura apresenta uma atualização profunda e perene para todos os aspectos das legislações ambientais e regulamenta uma série de questões como o controle de emissão sonora e o plantio de árvores.

A proposta traz um capítulo exclusivo da Conservação Produtiva que aborda e regulamenta o uso do sistema cabruca como promotor de inclusão sócio-produtiva e de preservação e conservação de ativos ambientais. Com essa apresentação o município de Itabuna terá uma legislação ambiental atualizada, e já contemplando temas como a nova Lei da Mata Atlântica, novo Código Florestal e a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O Diretor do Departamento de Licenciamento e Fiscalização Ambiental da Seagrima, o engenheiro ambiental Daniel José da Sila, autor da proposta, disse que com essa lei atualizada o município protagonizará localmente e territorialmente um papel importante e balizador nas questões socioambientais e na regulamentação legal de parâmetros técnicos quanto ao licenciamento e a fiscalização ambiental.

A reunião do Comam teve, entre outros convidados o professor Ricardo Kalid, decano da UFSB, o promotor de justiça Yuri Lopes de Mello, do Ministério Público e coordenador do Núcleo de Meio Ambiente (NUMA) e Cláudio Lyrio, diretor da ONG OCA. 


Fonte: Jornal Bahia Online

BOA NOTÍCIA: baleia-jubarte fora do risco de extinção


O Brasil tirou a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) da lista de espécies ameaçadas de extinção graças ao aumento da população desses animais no litoral do país, onde cruzam e geram novos filhotes.

A espécie foi reclassificada para "quase ameaçada", status que demanda a continuidade de trabalhos de conservação. A informação será divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Ministério do Meio Ambiente.

Segundo o MMA e o Instituto Baleia Jubarte, há quase três décadas existiam entre 500 e 800 animais vivendo apenas na região de Abrolhos, no sul da Bahia – principal concentração dessas baleias. Em 2011, quando foi realizada a última contagem aérea, foram avistados 14 mil animais. Até o próximo censo, previsto para este ano, o número pode saltar para 20 mil.

No país, elas são encontradas na costa do Espírito Santo e Bahia entre julho e novembro, onde permanecem para procriação. De dezembro até junho, seguem para a Antártica, onde se alimentam de krill (invertebrados parecidos com o camarão).

Impacto humano - Com exemplares que podem medir até 16 metros de comprimento e pesar mais de 40 toneladas, as jubartes foram, por muito tempo, alvo da pesca predatória no Brasil.

Há quase três décadas existiam entre 500 e 800 jubartes vivendo na região de Abrolhos, no Sul da Bahia. Em 2011, foram avistados 14 mil animais. Até o próximo censo, previsto para este ano, o número pode saltar para 20 mil.

Sérgio Cipolotti, biólogo e coordenador ambiental do Instituto Baleia Jubarte, explica que o declínio de espécimes começou em meados do século 17, quando eles eram caçados para extração de óleo, usado para abastecer candeeiros, responsáveis pela iluminação nas cidades, e consumo da carne.

Com a queda populacional das jubartes e de outras baleias em todo o planeta, criou-se a Comissão Internacional Baleeira (CIB), que teve entre seus principais resultados a imposição de uma moratória de caça a partir de 1986.

Ugo Versillo, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), explica que no ano seguinte, em 1987, o Brasil proibiu a caça.

A partir deste momento, foram iniciados trabalhos de conscientização para aumentar o número de exemplares, como a identificação das rotas migratórias, quais eram os perigos que esses animais enfrentavam e outros detalhes importantes para a conservação.

No entanto, segundo Versillo, ainda não há o que comemorar. A reclassificação para o status “quase ameaçada” significa, na visão do técnico do ICMBio, que ainda há perigo.

“Uma das grandes preocupações é a questão da colisão com navios. Como aumentou o número de baleias, pode crescer esse tipo de acidente. Temos que definir estratégias para evitá-los, incluindo o uso de tecnologias”, explica.

Alexandre Zerbini, brasileiro que trabalha no Laboratório Nacional de Mamíferos Marinhos da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), órgão dos Estados Unidos responsável pelos mares e atmosfera, explica que há várias tecnologias que ajudariam a prevenir a mortalidade desses animais.

Um dos exemplos é a telemetria satelital, que permite investigar habitats críticos e protegê-los de atividades humanas. "Mas há métodos acústicos em desenvolvimento, que poderão transmitir dados em tempo real e evitar áreas onde as baleias se encontram, além de métodos novos de observação, para minimizar colisão com barcos”, explica Alexandre, que também trabalha junto a ONG Instituto Aqualie, que monitora baleias no Brasil via satélite.
Nos EUA, por exemplo, pesquisadores desenvolveram um aplicativo gratuito para iPad e iPhone que alerta marinheiros quando eles se aproximam de uma área onde baleias estão reunidas. O app envia os últimos dados sobre as direções tomadas por espécimes da baleia, coletados pela NOAA.

O sistema espera limitar o número de colisões mortais entre baleias e embarcações, especialmente navios de grande porte, como cruzeiros e cargueiros. Quando as baleias são detectadas na área, navios podem mudar levemente o curso ou diminuir a velocidade.

Santuário no Atlântico Sul - Um grande projeto apoiado por Brasil, Argentina, Uruguai e África do Sul, é a criação de um santuário no Atlântico Sul, que preservaria as jubartes e outros animais marinhos que fazem do trecho de oceano entre a América do Sul e a África seu habitat.

Desde 2000, o governo brasileiro, liderando o chamado Grupo de Buenos Aires, apresenta a proposta do santuário e defende o uso não letal de baleias. Além de assumir uma postura conservacionista, o país defende que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal.

O projeto, já apresentado e que está em análise científica, deve ser votado em setembro, durante a reunião anual da Comissão Internacional Baleeira, que acontece em Estocolmo, na Suécia. “O santuário quer harmonizar as políticas, de maneira que os cetáceos sejam preservados. A conservação é a atividade mais barata que se tem”, disse.

Para ser aprovado, o santuário precisa ter 75% dos votos dos 88 membros da CIB. Porém, países que apoiam a caça de baleias, como Japão e a Islândia, costumam emperrar a negociação. 


Fonte: Clique aqui (Matéria originalmente publicada pelo Portal G1)

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O que é Habitat:


Habitat significa o espaço onde seres vivos vivem, e se desenvolvem, e é um termo oriundo do latim. Habitat é um termo utilizado na ecologia, que compreende o espaço e o ecossistema onde os animais se desenvolvem, dentro de uma comunidade.

Habitat não se limita somente a uma espécie de animal, podem ser várias espécies convivendo em um mesmo habitat, e isso inclui os fatores onde os animais, como aves, peixes, mamíferos e etc., vivem, se reproduzem e morrem, como terra, água, mar e etc.

Existem também os habitats artificiais, que são construídos pelo homem, utilizados em zoológicos, ou em lugares para promover o desenvolvimento de uma espécie que esteja em extinção, por exemplo, e então é necessário que a espécie se sinta em seu próprio habitat.

O habitat é o local que oferece as condições climáticas, físicas e alimentares ideais para o desenvolvimento de uma determinada espécie. As atividades e o modo como cada espécie vive, se desenvolve e se reproduz é chamado de nicho ecológico.


Fonte: Clique aqui.

O que é Ecossistema:


Ecossistema significa o sistema onde se vive. É uma unidade natural constituída de parte não viva (água, gases atmosféricos, sais minerais e radiação solar) e de parcela viva (plantas e animais, incluindo os microrganismos) que interagem ou se relacionam entre si, formando um sistema estável. Os ecossistemas são divididos em ecossistemas terrestres e ecossistemas aquáticos.

Um ecossistema representa o conjunto das condições físicas, químicas e biológicas de que depende a vida de uma espécie vegetal ou animal. Também é considerado como o conjunto de todos os organismos (biocenose) que povoam um determinado espaço vital (ecótopo), com a totalidade de fatores inanimados deste espaço vital.

Fatores bióticos são os efeitos das diversas populações de animais, plantas e bactérias umas com as outras e abióticos são os fatores externos como a água, o sol, o solo, o gelo, o vento. Em um determinado local, seja uma vegetação de cerrado, mata ciliar, caatinga, mata atlântica ou floresta amazônica, por exemplo, a todas as relações dos organismos entre si, e com seu meio ambiente é chamado de ecossistema.

Existem também os agroecossistemas que atuam em uma população agrícola. A alteração de um único elemento pode causar modificações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente, o conjunto de todos os ecossistemas do mundo formam a biosfera.

Tipos de Consumidores em um Ecossistema

Dentro de um ecossistema existem vários tipos de consumidores, que juntos formam uma cadeia alimentar. Os tipos de consumidores são divididos em:
Consumidores primários: São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, as espécies herbívoras;
Consumidores secundários: São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros;
Consumidores terciários: São os grandes predadores como tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia;
Decompositores: São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente.

Fonte: Clique aqui.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

BRASIL PODE ‘ENCOLHER’ À METADE APÓS A COPA DO MUNDO


CONGRESSO VOTA ATÉ JULHO DECLARAÇÃO DOS DIREITOS INDÍGENAS, QUE CRIA 216 ‘PAÍSES’ NA AMAZÔNIA CONTROLADOS POR ONGS E NAÇÕES UNIDAS

Aproxima-se uma data crucial, logo depois da Copa: o Congresso tem até 22 de julho para votar a“Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas”, invenção de ONGs estrangeiras para criar 216 “países” na Amazônia, retirando do Brasil quase 50% do território. O atentado à integridade do território nacional recebeu apoio do ex-chanceler Celso Amorim nas Nações Unidas, em 2007.

Uma campanha pela soberania nacional, liderada pelo engenheiro da Coppe/UFRJ João Carlos Pereira em 2008, caiu no esquecimento.

Além da gigantesca reserva Yanomami em Roraima, o Brasil teria nações indígenas independentes e sob tutela de ONGs ou da ONU.

EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia caíram fora da Declaração da ONU de autonomia das reservas, para preservar territórios e riquezas. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto.




Fonte: Vi no Blog O SARRAFO

terça-feira, 20 de maio de 2014

ESPETÁCULO DA NATUREZA!



Um espetáculo da natureza. Afastamento de 2,5 cm por ano entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia na Islândia. Registro fotográfico de Alexander Mustard.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Audiência pública discute criação de unidade de conservação em Ilhéus


O auditório do Escritório Local da Ceplac, situado na Praça Cairu, em Ilhéus, sediará no próximo dia 29, a partir das 8h30, uma audiência pública para discutir a criação de uma unidade de conservação no Parque Estadual da Ponta da Tulha. Promovido pelo Governo do Estado, o evento conta com o apoio da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo (Sema). Além de explicar os principais pontos da criação da unidade de conservação, a audiência pública também servirá para fomentar um grande debate sobre os diversos biomas existentes no parque e também sobre a necessidade de estender o sistema de proteção para o entorno do espaço.


De acordo com os organizadores, a ideia é propor medidas de proteção que também alcancem a mata, os recursos hídricos e a área de cobertura vegetal, o que, na visão deles, contribuirá para a preservação do Parque Estadual da Ponta da Tulha, que se estende de Itacaré até o Parque Municipal da Boa Esperança. Durante a audiência, serão esclarecidos os pontos onde serão reconstituídas as paisagens e os diversos biomas da região, além de detalhar a forma de explanação do corredor prioritário com a instalação do Porto Sul.


A área proposta para integrar a unidade de conservação está inserida na abrangência do bioma da Mata Atlântica, apresentando porções cobertas por floresta ombrófila densa de terras baixas, floresta de restinga, manguezais e áreas úmidas, além de outros espaços compostos por sistemas agroflorestais (cabruca), pastagens e outros cultivos agrícolas. Estão entre as metas centrais do projeto, diminuir a perda de habitat, aumentar a cobertura por unidades de conservação, contemplar outras áreas que também precisam de proteção e propiciar um aumento de conectividade entre os fragmentos florestais, bem como indicar estrategicamente a conservação de espécies ameaçadas. 


Fonte: Clique aqui.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Eleição da Nova Diretoria


A "S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas" informa, através deste instrumento, que em outubro de 2013 teremos a eleição da NOVA DIRETORIA. Mais informações sobre o dia, a hora e o local da reunião para a eleição, serão postadas aqui neste Blog, no Facebook da ONG (clique aqui), no Facebook do Presidente (clique aqui) e veiculadas através de outros meios de comunicação. 

A "S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas" foi fundada no dia 02 de janeiro de 2003, às 14:00 horas, conforme Ata de Assembléia Geral Extraordinária para fundação, eleição e posse da Diretoria Provisória e aprovação do Estatuto Social desta Sociedade, registrado nas folhas 1 e 2 do Livro destinado aos Relatos das Sessões da "S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas" e CERTIDÃO do Cartório de Registro Especial de Títulos e Documentos e do Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Comarca de Ilhéus - Bahia, onde encontram-se arquivados, sob o número de ordem 2.438, na folha 129 do Livro 12-A de Registro Civil das Pessoas Jurídicas da referida Comarca de Ilhéus, a Inscrição dos Atos Constitutivos da Associação "S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas".

A "S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas" também encontra-se devidamente cadastrada no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) sob o número: 05.471.039/0001-00.

Toda documentação da "S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas" (Ata de Fundação, Estatuto, Extrato dos Atos Constitutivos da Associação, Cópia Autêntica da Ata de Assembléia Geral Extraordinária, etc.) encontra-se registrada no Cartório de Registro Especial de Títulos e Documentos e do Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Comarca de Ilhéus - Bahia, tendo cada folha o carimbo e a assinatura do Oficial competente.

Conforme especificado no Artigo 1º do seu Estatuto Social, a S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas “é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem como objetivos prioritários a defesa e preservação dos manguezais, pântanos, rios, riachos, córregos, bacias hidrográficas, nascentes, lagos, lagoas, cachoeiras, lençóis freáticos, baías, enseadas, praias, ilhas, ilhotas, atóis, restingas, botos, peixes, mariscos, crustáceos e todas as espécies de vidas aquáticas e subaquáticas de águas doces, salgadas, salobras, rasas e profundas do Sul e Extremo Sul da Bahia."

Atenciosamente,

Hafner Nascimento - Presidente

sexta-feira, 25 de maio de 2012

"As negociações na Rio+20 serão difíceis"

A rede de supermercados Coop (Suíça) divulgou, na seção planète&écologie do seu jornal Coopération, a Conferência Rio+20. A matéria mostra a opinião do chefe da delegação suíça, Franz Perrez, que considera que "as negociações serão difíceis". Veja a matéria logo abaixo, na língua em que foi originalmente escrita (francês). Caso você não entenda o francês e tenha interesse no assunto, nos mande um comentário solicitando a tradução, e postaremos a mesma matéria na língua portuguesa.

La Suisse à Rio
Pour l'économie verte


A la conférence «Rio+20» de juin prochain, l’idée d’une «économie verte» et durable va tenter de s’imposer. Selon le chef de la délégation suisse, Franz Perrez, les négociations s’annoncent difficiles.

Une bonne nouvelle pour commencer: la fin du monde n’est pas pour 2012 – quoi qu’en dise le calendrier maya. Et maintenant la mauvaise nouvelle: l’humanité a de gros problèmes. Elle traite l’eau, l’air et la terre, les bases de la vie, avec négligence et imprudence. Voire avec indifférence.

Depuis des décennies, la communauté mondiale essaie de trouver des solutions en vue d’une gestion plus durable des ressources naturelles, jusqu’ici avec un succès plus que mitigé. En ce moment, les regards se tournent de nouveau vers le Brésil. Du 20 au 22 juin, les discussions de la «Conférence des Nations Unies sur le développement durable», à laquelle participeront ministres, chefs d’Etat et chefs de gouvernement tourneront autour de l’avenir de notre planète. La délégation suisse, qui compte seize personnes, participera aux négociations. Le chef de la délégation, l’ambassadeur Franz Perrez, ne voit pour le moment guère de raisons d’être optimiste sur l’issue de cette conférence.

Coopération. Malgré tous les efforts entrepris, les émissions de CO2 ne baissent pas et la destruction des forêts tropicales humides se poursuit. Ces conférences servent-elles à quelque chose?
Franz Perrez. Je comprends bien cette incertitude. Aussitôt après la fin d’une conférence, on ne sait souvent pas si elle a été une réussite. Avec le recul, on s’aperçoit par exemple que celle de Rio en 1992 a été couronnée de succès et qu’elle a eu beaucoup d’effets. La conférence sur le climat de décembre dernier a connu elle aussi un grand succès. Les grands évènements ont le pouvoir de faire bouger les choses. Lors de manifestations de cette ampleur, on peut oser entreprendre des démarches courageuses qu’il ne serait pas possible de faire dans un contexte quotidien.

Vous-même n’êtes pas particulièrement optimiste, vu les négociations préliminaires...
Pour le moment, cela ne se présente pas vraiment bien. Les négociations piétinent. On constate une absence de visions et de nombreux pays manquent d’ambition. Ce sont toujours les mêmes qui vont de l’avant: la Suisse, la Norvège, l’Union européenne. Toutefois, lors de la conférence elle-même, il peut se produire quelques changements.

Pourquoi cela?
Les négociations préliminaires sont assurées actuellement à New York par des diplomates en poste à l’ONU. Ils abordent ce thème comme n’importe quel autre. Lors de la conférence, ce seront des ministres et des chefs de gouvernement qui négocieront. Ceux-ci sont souvent plus courageux et désireux d’aller de l’avant. Ils peuvent en outre prendre la responsabilité politique de leurs décisions.

Un optimisme professionnel?
Non, on note déjà quelques possibilités de résultats concrets, comme les objectifs de développement durable. Ils sont censés prendre la suite des très bons objectifs du Millénaire, qui sont axés sur le développement ainsi que la lutte contre la pauvreté, et qui arrivent en 2015 à échéance. La Colombie a maintenant proposé de les élargir et de les orienter sur l’objectif du développement durable. Or, pour que celui-ci soit possible, il faudrait mettre sur pied une économie verte Pour faire simple, disons que c’est une économie qui permet la croissance et le développement, mais en ménageant les ressources.

Il s’agit là encore d’une utopie. Aujourd’hui, l’économie ne pense qu’à dégager des profits à court terme...
Une économie intelligente réfléchit à longue échéance. Il existe bien entendu des entreprises qui ne tirent pas profit d’une conversion à des technologies plus propres et s’opposent à la mise en place de telles conventions-cadres. Cependant, l’économie dans son ensemble en tirera profit.

Comment voulez-vous amener les Etats – notamment les plus pauvres et ceux où la corruption règne – à agir ainsi?
Il y a des exemples très positifs. Sous les auspices de la Suisse, il a été possible d’amener la Corée du Nord à réduire fortement l’utilisation de polluants organiques à forte rémanence. Souvent, les pays pauvres ne peuvent pas se lancer seuls dans une économie durable et doivent donc être aidés. Il est important que nous fixions non seulement des objectifs durables pour les pays les plus pauvres, mais aussi pour nous, pour notre consommation et notre productivité. Pour que le monde survive, nous devons aller ensemble de l’avant.

A quoi la Suisse peut-elle contribuer lors de cette conférence?
Nous avons des propositions concrètes. Par exemple sur l’économie verte. Nous avons eu l’idée d’une feuille de route, la «Green Economy Roadmap». Nous voulons formuler des objectifs fondamentaux au niveau international et fournir une «boîte à outils» pour leur réalisation. Par exemple pour rendre l’agriculture plus durable, et soutenir les pays dans la mise en œuvre.
Certains pays en voie de développement font de la résistance. Ils craignent que leur développement en soit ralenti ou qu’on veuille leur imposer un système d’économie de marché. Les négociations sont donc rudes. Nous espérons cependant établir les bases d’une économie verte à Rio, ce qui serait déjà un signal fort.


BIBLIOGRAFIA
DEGEN, Christian. Coopération, Nº 21, 22 de maio de 2012, pp. 8 e 9.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

ONU pede compromisso concreto na Rio+20 e criação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


Funcionários veteranos das Nações Unidas pediram hoje (22/05) que os países assumam compromissos concretos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá de 20 a 22 de junho. E defenderam o estabelecimento de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que equilibrem os três pilares: econômico, social e ambiental.

No Debate Temático Informal ‘No Caminho para a Rio+20 e além’, o Presidente da Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser lembrou que “ainda há decisões fundamentais a serem tomadas”. De 29 de maio a 02 de junho, negociadores terão uma rodada extra de discussões informais sobre o documento final ‘O Futuro que Queremos’.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, reforçou a necessidade de progresso nas negociações. “O mundo está assistindo. Os meios de comunicação estão focados. As pessoas – jovens e velhos – estão exigindo ação. No entanto, o ritmo atual das negociações está enviando todos os sinais errados”, afirmou. “Não podemos deixar que um exame minucioso do texto nos cegue de uma imagem grande. Nós não temos tempo a perder.”

Para Ban, “os ODS dariam uma expressão concreta ao renovado compromisso político de alto nível para o desenvolvimento sustentável”.

“A Rio+20 é a nossa chance de fazer progresso em todas estas áreas, enquanto revitalizam-se parcerias globais para o desenvolvimento sustentável – parcerias essenciais com a sociedade civil, autoridades locais e o setor privado”, avaliou o Secretário-Geral.

Um dos negociadores do Brasil na Rio+20, Embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, levou mensagem do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Aguiar Patriota. No texto, o País pediu ambição dos Estados-Membros. “A Rio+20 deve ter grande impacto em como governos lidam com o desenvolvimento sustentável, mas, mais do que isso, nada será alcançado se não inspirarmos a sociedade civil”, escreveu o Ministro.

“Governos sozinhos podem fazer muito pouco. A sociedade é o ator principal. Temos de trabalhar juntos para assegurar a erradicação da pobreza e que as próximas gerações tenham um futuro sustentável”, afirmou.


Fonte: Site da ONU (clique aqui para ler a matéria na fonte).

sexta-feira, 18 de maio de 2012

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM ILHÉUS

Uma reportagem do Blog Pimenta na Muqueca denuncia o que já era bastante visível e evidente, a degradação ambiental em Ilhéus provocada pela extração de areia de forma irresponsável e criminosa. Abaixo segue a reportagem:


CRESCE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
NAS REGIÕES DOS AREAIS EM ILHÉUS



A crescente degradação ambiental dos areais de Ilhéus é motivo de preocupação para o Ministério Público Federal. Por meio de imagens remotas da ferramenta Google Earth e visitas in loco, o procurador da República em Ilhéus, Eduardo El Hage, diz que foi possível notar o desmatamento causado pela exploração ilegal dos areais do município.

O MPF abriu inquérito civil público para investigar a degradação.

Há uma semana, a questão foi debatida na Procuradoria da Repúbica em Ilhéus com a participação do chefe do Escritório Regional local do Ibama, Sandoval Mendes, o analista ambiental do Ibama Francisco Carneiro Neto, o chefe da Procuradoria Seccional Federal em Ilhéus, Denzel Hudson de Oliveira, e o procurador federal Josué Neto.

Perícias foram requisitadas ao Ibama e Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para verificar se as licenças ambientais concedidas pelo Município estão sendo cumpridas, principalmente no tocante ao plano de recuperação de áreas degradadas” – explicou o procurador. A extração de recursos minerais é permitida por lei, desde que seja realizada com autorização do órgão competente.


Fonte: Blog Pimenta na Muqueca (site consultado no dia 18/05/2012, às 14:00 h).

Nota: Se permitirmos que a plantação de eucalipto e a exploração de areia continuem da forma que estão em nossa região, o único saldo que restará ao meio ambiente será o caos. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

EUCALIPTO ACABA COM PREGUIÇA DE COLEIRA

Assista ao vídeo abaixo e confira!



PREGUIÇA-DE-COLEIRA
(Bradypus torquatus)

Como as demais espécies de preguiças, [a preguiça-de-coleira] é um animal bastante especial não apenas quanto as suas características anatômicas e fisiológicas.

  • Classe: Mammalia
  • Ordem: Xenarthra
  • Família: Bradypodidae
  • Nome científico: Bradypus torquatus
  • Nome vulgar: Preguiça-de-coleira
  • Categoria: Ameaçada/rara

Características: Como as demais espécies de preguiças, B. torquatus [preguiça-de-coleira] é um animal bastante especial não apenas quanto as suas características anatômicas e fisiológicas, bem como no que tange aos hábitos alimentares e outros aspectos do comportamento. Sua suscetibilidade ao estresse é muito evidente. As preguiças na natureza têm como predadoras aves de rapina de grande porte, como o uiraçu ou harpia e o gavião de penacho, felinos e algumas serpentes. Não predam nenhum animal, pois só se alimentam de folhas. Sua única defesa consiste em camuflar-se entre as folhas na copa das árvores. As preguiças urinam e defecam a cada sete ou oito dias, sempre no chão, próximo a base de sua árvore em que costumam se alimentar. Com isso há uma reciclagem dos nutrientes contidos nas folhas ingeridas pelo animal, que são parcialmente devolvidos a árvore através dos seus dejetos. Nas árvores próximas ao centro elas demoram menos tempo para fazer suas necessidades fisiológicas, talvez por se sentir protegidas, não tenha que enfrentar as dificuldades da mata.

  • Peso: 4,5 a 6,0 quilos
  • Comprimento: 70 a 90 cm

Ocorrência Geográfica: A Preguiça de Coleira (Bradypus torquatus desmarest) é endêmica da mata atlântica. Tem sido encontrada principalmente em regiões de matas remanescentes da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Categoria/Critério: Em IUCN - The World Conservation Union (Red data book), inclui a espécie como rara e ameaçada. Atualmente o principal predador das preguiças é mesmo o homem, que as caça e comercializa inescrupulosamente em feiras livres e nas margens de rodovias, a ação do homem sobre esses animais tem sido muito facilitada, nos últimos tempos, pela acelerada fragmentação e destruição das matas, o que leva as preguiças a se locomover desajeitadamente pela superfície do solo, de uma ilha de mata para outra, em busca de alimento e abrigo, ficando totalmente expostas à caça e captura.

Cientista que descreveu: Desmarest, 1816

Observações adicionais: Está extinta na maior parte de sua distribuição geográfica, e consta no livro vermelho dos mamíferos brasileiros ameaçados de extinção (Fundação Biodiversitas, 1994).

Fonte: MMA/SINIMA

domingo, 13 de maio de 2012

EUCALIPTO - o mal que avança sobre o Sul da Bahia



Começaremos uma série de postagens (notas, artigos, teses, reportagens, etc.) que tratam de um perigo real: a CULTURA DO EUCALIPTO. Esse mal está avançando paulatinamente sobre algumas regiões do Brasil e, em outras, de forma acelerada. Neste blog, daremos ênfase ao que vem acontecendo nas áreas de atuação da S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas (clique aqui para ver as nossas áreas de atuação). Todavia, para sustentar a tese de que a cultura do eucalipto é um mal devastador para o meio ambiente, utilizaremos todos os exemplos que possam lançar luz sobre a verdade incontestável de que o plantio de eucalipto segue na contramão do desenvolvimento sustentável. Abaixo, para darmos a partida nesse combate, apresentamos o desabafo de um ex trabalhador terceirizado da Veracel, empresa que avança sobre a nossa Mata Atlântica, devastando e envenenando os nossos rios e nascentes.   

O desabafo indignado de um
ex trabalhador terceirizado da Veracel

Nelson Nedis Santos de Jesus

“A Veracel celulose é uma multinacional instalada no extremo sul da Bahia, situada no município de Eunápolis, às margens da BA 275. A Veracel celulose não é uma empresa que nasceu em 1995, como ela propaga; os seus primórdios remontam à Froníbal, uma transnacional que chegou aqui no extremo sul na década de setenta (1970) com um único objetivo: desmatar e obrigar os pequenos agricultores a saírem das suas terras, terras devolutas (da União).

Depois de atingir o seu objetivo de desmatar e erradicar a fauna e a flora, ela, a Froníbal, passou as suas “terras” para a Vale do Rio Doce, que teve como desenvolvimento a pecuária (criação de gado) a qual perdurou até a Veracruz Florestal. Essa nomenclatura – Veracruz Florestal – ficou até 1994, quando aparece com uma nomenclatura de Veracel celulose, isso em 1995. Essa nomenclaturas se estendeu desde a década de 1970, como uma forma de camuflar o seu intento maior e perverso, que era a incrementação do plantio do eucalipto nos municípios de Eunápolis, Crabália, Porto Seguro, Itagi Mirim, Belmonte, Itabela, Guaratinga, Itapebi.

A Veracruz (Veracel) desmatou e envenenou os rios e as nascentes, plantou em terras Indígenas, fez tudo isso em nome do “progresso”. Como progresso pode ser definido como desenvolvimento, a Veracel desenvolveu um deserto verde e cancerígeno, que paulatinamente erradicou a fauna e a flora. Hoje ela (Veracel) se ostenta da RPPN que tem aproximadamente umas 6.000 ha, mas que na realidade foram das outras nomenclaturas: Froníbal, Vale do Rio doce e Veracruz Florestal.

O que houve na bem verdade foi uma hierarquia fundiária perversa. A Vale do Rio Doce usava pistoleiros para matar pais e mães de famílias que não queriam sair de suas terras. Todo esse processo hierárquico tinha como único objetivo concentrar as terras para a monocultura do eucalipto.

No começo a Froníbal tentou a incrementação do pinho (o pinho é uma espécie de arvore exótica que na época foi trazida para o município de Porto Seguro e Crabália como experiência) para celulose. Hoje o pinho não existe mais, mas até os meados da década de 1990 eles ainda existiam, e indo para o Rio do Sul no município de Crabália, entrando em Zeca de Liliu havia um experimento.

O que mudava era as nomenclaturas, mas o racismo ambiental era e é o mesmo. A Veracel celulose vai além de agredir o meio ambiente, ela agride as pessoas. Hoje a empresa Veracel tem demitido seus funcionários que fazem parte dos movimentos sociais que reivindicam as terras devolutas que estão com a Veracel. Há casos em que a Veracel mandou empresas rescindirem contratos de trabalho com pequeno empreendedor só porque ele faz parte de um movimento social que tem uma repercussão a nível não somente de Brasl, mas de mundo, que é o MST…

Só para se ter uma ideia do racismo ambiental promovido pela Veracel, em 2011 houve algumas audiências sobre a ampliação da fabrica (a construção de outra fabrica). Várias pessoas que fazem parte dos movimentos, como eu, estiveram presentes para dizer o que essa empresa famigerada fez e o que pretende fazer com essa nova fabrica. Eu na época trabalhava em uma empresa que prestava serviço para a Veracel, e fui demitido. Na época sofri um acidente de trabalho na Plantar, empresa que mencionei anteriormente. Me submeti a duas intervenções cirúrgicas na coluna lombar e cervical com fixação de artefatos metálicos, e a empresa por mando da Veracel celulose me demitiu.

Hoje estou desempregado, e não há nenhuma perspectiva de que eu arrume emprego devido às sequelas pós cirúrgicas. Tenho ações trabalhistas contra a empresa Plantar S/A, mas como a nossa justiça é morosa - “morosa para julgar os processos contra as empresas que racistamente agem contra o cidadão”, cidadão desprovido dos seus direitos, direitos que o estado “democrático de direito” que é o Brasil lhe tira.

Como se não bastasse o racismo ambiental, usa-se uma outra forma de racismo, que é o racismo visual: a justiça fecha os olhos para tais atos cometidos pela Veracel. Daí o termo de que a justiça é cega é fato: a justiça é cega para ver os crimes cometidos por tal empresa, mas enxerga claramente quando é para beneficiá-la, como foi o caso do INEMA, quando concedeu a licença ambiental para a Veracel ampliar (construir sua nova fabrica), mesmo havendo uma série de irregularidades ambientais.

O racismo ambiental é uma prática bem definida em nossa região, mas não há um entendimento da sociedade a respeito, e os órgãos competentes não tratam o assunto com seriedade e humanismo. E igualmente o racismo visual.




Fonte: Racismo Ambiental (site consultado no dia 13/05/2012, às 12:35 h).

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

I SEMINÁRIO SOBRE MEIO AMBIENTE NA SUÍÇA

               Em 2012 a ONG "S.O.S. Mangues e Vidas Aquáticas" estará realizando o I SEMINÁRIO SOBRE MEIO AMBIENTE na Suíça, com presença confirmada do Professor Doutor Natanael Reis Bomfim. Nesse Seminário trataremos sobre Sociedade e Meio Ambiente - As Relações Homem-Natureza. A data será divulgada em breve.


O  Doutor Natanael Reis Bomfim (foto), um dos Palestrantes, é PhD em Didática da Geografia, Escritor, possui graduação em Geografia pela Universidade Católica do Salvador (1984), mestrado em Educação pela Universidade Federal da Bahia (1997) e doutorado em Educação - Université du Québec à Montréal (2004). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Ensino de Geografia e Geografia do Turismo, atuando principalmente nos seguintes temas: imagem, ensino, aprendizagem, Geografia, percepção e representação sócio-espacial e cultural, linguagem geográfica e cartografia, planejamento terrriotrial e turistico. Atualmente, é avaliador do SINAES/MEC, professor titular da UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ, atuando no Curso de Licenciatura em Geografia e no Programa de Mestrado em Cultura e Turismo, com a disciplina Planejamento Sustentável do Turismo. Participou dos Cursos de PROAÇÃO e PROFORMAÇÃO, na formação continuada de professores. É pesquisador na linha das representações sociais do espaço e turismo. Participa, ainda, como professor UNIME/FACSUL, ministrando as disciplinas Homem, Cultura e Sociedade e Metodologia da Pesquisa Científica, no Curso de Psicologia e coordena o Curso de Pós-Graduação em Educação Geoambiental.

               Assista uma entrevista com o Doutor Natanael Reis Bomfim: